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Coluna do Jesias: Automobilismo Virtual, até onde podemos chegar?


Imagem: autonetmagz.net/

Imagem: autonetmagz.net/

Quem nunca se perguntou qual será o futuro do Automobilismo Virtual (AV) ?

Antes de tentar responder essa pergunta, na visão de um administrador de eventos virtuais, convido você a ler um possível cenário de um futuro distante:

“Em um futuro distante, estamos prestes a iniciar mais um campeonato da mais importante categoria do mundo, a Fórmula 1, em meio a muitas críticas, mas com os organizadores obstinados pela segurança depois da última violenta morte e consequente pressão da sociedade, os carros não possuirão mais pilotos na pista, eles se reúnem em seus boxes, transformados em um grande simulador, tão moderno e meticuloso quanto os carros em pista, e de lá, em segurança comandam o espetáculo, o virtual e o real finalmente são a mesma coisa, se confundem e se complementam em prol do esporte a motor e da vida…”

Ok! Confesso… amo ficção científica, e exagerei na teoria futurista, mas…pensando bem, podemos sim, imaginar um AV mais próximo do real a curto prazo.

Em um momento ou outro da trajetória da sua carreira, você talvez já tenha se deparado com a pergunta que abre essa coluna, o debate é amplo, as expectativas são variadas, mas todos, mesmo sabendo do futuro incerto, sabemos que haverá mais evolução. Há um sentimento na comunidade, em especial no Brasil, que ainda podemos progredir no nosso e-Sport.

Motivados por outras comunidades, como LOL, que promoveu um encontro capaz de lotar um estádio de futebol na final brasileira do RPG, onde já existem jogadores profissionais que vivem financeiramente da prática, com rendimentos de dar inveja a juízes federais, os pilotos virtuais aumentaram o discurso em prol da evolução rápida e de mais repercussão, e consequentemente da dita profissionalização e maior retorno financeiro para os astros do AV, os pilotos e equipes.

Quando cheguei na NEOBR, antiga NEOF1BR, há 5 anos, jamais imaginava um cenário possível como o já alcançado hoje, lembro que algumas poucas ligas tinham patrocínios, o que até hoje se mantém, e que menos ligas ainda já haviam sido citadas em sites especializados, seja de Jogos ou  Esportes. É verdade que as dificuldades continuam, afinal estamos no meio de um processo evolutivo, estamos encontrando o caminho, às vezes tateando no escuro, dessa forma patrocínios que envolvam boas quantias em dinheiro não são fáceis de serem fechados, boas premiações ainda são raras, mas hoje é notável o envolvimento de cada vez mais empresas, principalmente as relacionadas a periféricos e acessórios de jogos e ao automobilismo real, que se aproximam pela curiosidade, interessadas em descobrir o que fazemos e depois em expandir sua marca por um meio que tende a crescer e que está em sintonia com as novas gerações.

Mas a pergunta que nos fazemos todos os dias aqui na Liga é: Afinal, qual o caminho para chegar no futuro de possível profissionalização?

Antes de responder essa pergunta, a comunidade precisa definir muita coisa e a liga também, primeiramente que futuro é esse? Qual o papel das ligas nesse processo? Que tamanho devemos ter? Quantos praticantes seriam necessários para essa evolução? E o ponto mais importante: que escolhas fazer para atingir o objetivo?

Virtual-Reality-HelmetParticularmente acredito que o futuro seja de inter-relação entre real e virtual, estou cada vez mais convicto que a aproximação das empresas reais, que promovem os eventos, sejam a chave para o AV “profissional”. Nós recentemente firmamos 03 importantes acordos com empresas e instituições do cenário nacional, a Endurance Brasil, a Metalmoro e a Sprint Race se aproximaram das corridas virtuais da NEOBR, e hoje auxiliam na divulgação e promoção dos nossos eventos, além é claro, de trazer para o ambiente virtual, pilotos profissionais das categorias.

Discordo da teoria que precisamos chegar em milhões de usuários para ter a divulgação necessária, primeiramente que, se colocarmos todos os usuários de jogos de corrida on-line do mundo, acredito que já temos essa quantidade necessária para mostrar a relevância atual do setor, segundo e mais importante, para mim o AV está no topo da cadeia, nunca teremos um grupo de milhões de pilotos virtuais no formato atual do que consideramos automobilismo virtual coordenados por ligas, pelo simples fato de que há uma “seleção natural”, o meio é darwinista, ele elimina os menos capazes, que não conseguem se desprender das infinitas ajudas e das corridas simples contra IAs (inteligência artificial), que de inteligência pouco se tem. Assim como poucos são aqueles que chegam a Stock Car real ou a Fórmula 1, também são poucos que chegam ao nível de dedicação e evolução técnica do Automobilismo Virtual sério. Mas então como fazer para atingir a maturidade e o grau de divulgação que dê o salto de qualidade e permita ganhos financeiros reais? Simples, vender a imagem que temos os melhores “gamers”, que reunimos um grupo seleto disposto a dar espetáculo e que se dedica igualmente, ou mais, que pilotos de campeonatos reais.

É isso! Somos o topo, os mais qualificados, mas não assumimos esse protagonismo.

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Imagem: mmc-news.com/

Temos que criar a cultura do Fã, que admira o Piloto Virtual, que deve acompanhar o AV não porque pertence a ele, mas porque admira o que fazemos. É hora de fortalecer as relações, compartilhar o máximo possível nossas ações e explicar para o mundo o que fazemos. Talvez assim possamos ter nosso “Jann Mardenborough” ou um “Alex Buncombe” que venceu um dos principais campeonatos do mundo de Endurance, BlancPain, essa semana, piloto que saiu do projeto da Nissan, GT Academy, direto (não tão diretamente assim) dos games para as pistas. Não é devaneio, nem impossível, acreditar que em um futuro próximo saia de dentro da NEOBR um piloto direto para as pistas reais nacionais.

Os campeonatos virtuais já tem o selo de qualidade dos campeonatos reais, os pilotos reais já correm conosco, o apoio já existe tanto de empresas quanto de pilotos, para citar alguns nomes que fazem parte das duas fronteiras, virtual e real, temos Leonardo de Souza da Fórmula 3 Brasil, e os pilotos da Sprint Race, inclusive o atual campeão Flávio Lisboa, além de Jonathan Mello da Fórmula RS e Endurance Brasil, Gustavo Frigotto, também da Endurance Brasil, Lukas Moraes do Brasileiro de Turismo, Lucas Alves da Fórmula Júnior, entre outros grandes nomes do Cenário Nacional. O próximo passo é manter a organização, promover ainda mais eventos com qualidade e depois, bem depois, dentro dos meus sonhos, veremos pilotos saindo da NEOBR para as pistas reais, o que não faltam são bons e jovens nomes para essa tarefa. Ou ainda, e mais grandioso, termos campeonatos virtuais homologados pelos órgãos responsáveis com patrocínio exclusivo, com uma vida independente e paralela a real.

Flavio Lisboa venceu a edição de 2014 da Sprint Race (Foto: Luciano Santos)

Flavio Lisboa venceu a edição de 2014 da Sprint Race (Foto: Luciano Santos)

Até onde o Automobilismo Virtual pode chegar?

Dei as minhas pistas, o meu “feeling” e você caro leitor o que acha?

2 Comments »

  1. Essa aproximação do real já acontece no serviço iRacing.com com categorias homologadas e campeonatos reconhecidos por federações com premiação em treinamento de pista real. Mas isso para os “gringos” funciona bem. Para a nossa realidade tupiniquim, essa aproximação tende a ser bem mais difícil visto que o esporte a motor no Brasil tem se transformado em algo caro e bastante restrito…

  2. Eu concordo que o Automobilismo Virtual merece apoio e aproximação ao Automobilismo real, porém, foi citado pelo Emanuel um fato que vale ser destacado. “O esporte a motor no Brasil tem se transformado em algo caro e bastante restrito.” Penso que ao conseguir essa aproximação com o real, o Automobilismo Virtual há de continuar acessível e não tome o mesmo rumo que tomou o real.

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