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Manisfesto à Ética! Trapaça não!


Não há como escapar! Nem tão pouco fechar os olhos!

Aquela velha máxima que o automobilismo virtual faz você fugir da realidade, relaxar e esquecer do mundo lá fora, está mais para uma utopia de um jovem “gamer” do que para a realidade encontrada nos ambientes de disputas virtuais criados, em geral pelas “ligas” organizadoras. É verdade que de certa forma vivemos em um mundo paralelo, com destaque para a perícia no volante, as disputas nos circuitos virtuais, os títulos conquistados e a glória alcançada, porém na mesma proporção que nos envolvemos com o nosso personagem virtual criado através dos resultados obtidos nas competições, estamos mergulhados em um mini-mundo social, com as mesmas mazelas, problemas, interesses e falta de ética.

A ética aliás está precisando desesperadamente ressurgir com força e deve prevalecer diante das corrupções, sejam elas pequenas ou grandes.

Recentemente fomos pegos em meio a mais uma prova factual disso, quando uma das grandes ligas, até então reconhecida desta forma, demonstra uma total falta de princípios éticos e morais, e por meio de trapaças, recebe dinheiro de grandes empresas como google (youtube), maquiando dados estatísticos que geram renda. Para quem não sabe há a possibilidade de ser parceiro do Youtube e dessa forma conseguir suporte financeiro, e bom, quando as visualizações estão na média apresentada pela liga que confessou a utilização de “bots” ou robôs, programas que aumentam artificialmente as visualizações dos eventos em sua página. Sem contar o prejuízo de imagem para as empresas patrocinadoras da referida liga e para as concorrentes que correm o risco de serem esvaziadas, pela falácia da mega estrutura inexistente da concorrente.

Os amigos não podem perder a noção ética do assunto, e tão pouco acharem normal todo o ocorrido, também não podem serem ingênuos ao ponto de acreditar que, depois de confessar o feito, e mais, afirmar baseados em sua experiência de vida turbulenta e caótica, sem provas, que todas as ligas usam desse recurso, e sequer pedirem desculpas públicas pelos anos de manipulação da comunidade, os fatos não voltarão a ocorrer.

Devemos ser veementemente contras o fato, e unir forças para que esse tipo de prática seja banida, as ligas não podem cair no simplismo de acreditar que foi um simples deslize, acuadas com possíveis acusações infundadas de desafetos e medo de represálias por apoiadores da liga fraudulenta. Quem não deve não teme! E antes que alguém levante a tese bíblica de “quem não errou que atire a primeira pedra”, devemos ter a consciência que Moral e Ética andam juntas, mas não são a mesma coisa, moralmente falando podemos nos compadecer e estender a mão e ajudar as pobres almas errantes que faturaram muito dinheiro a custa da inteligência de toda a comunidade. No que diz respeito a parte ética é necessário sim ser pago o preço, para que fique de exemplo, e não passamos um sentimento de impunidade.

Um viva a inteligência coletiva, que sabe que é necessário unir as forças para que os trapaceiros sejam exterminados, um a um, como uma praga que nasce a cada estação, mas morre com o cuidado do lavrador, que ao final colhe os frutos de uma boa safra e tudo reinicia em um novo ciclo. Aliás vejo muitas preocupações a cerca dos famosos “Cheaters”, expressão normalmente usada para jogadores que burlam o sistema do jogo para tirar vantagem de forma ilícita, pois bem, a palavra cheater, quem diria, significa exatamente trapaceiro, gostaria de ver essa comoção na mesma proporção de quando se descobre uma fraude dentro do simulador, com todas as trapaças impostas e reconhecidas, seja na administração de ligas ou no nosso dia-a-dia. Quando do reconhecimento de um “jogador” trapaceiro a liga imediatamente o bane das competições. E agora, quando é uma liga que promove a trapaça? Os “jogadores”, pilotos, devem banir a liga? Compreender o que ocorreu e seguir em frente? Está lançado o dilema, que deve ser trilhado pelos “clientes” da liga, nós que estamos do outro lado da fronteira, podemos apenas dar nosso ponto de vista e como um amigo falou, fazer muito “barulho nessa hora”.

Para finalizar repudiamos toda e qualquer forma de trapaça e estamos dispostos a junto com a comunidade virtual escrever com as pessoas certas uma história coerente, séria, sem trapaças e sem  apoio a trapaças.

E lamentamos a posição de apoio recebida pela liga trapaceira, por parte da comunidade, mas principalmente por quem promove eventos esportivos virtuais, é inadmissível, qualquer espécie de apoio no que tange ao ocorrido, estenda a mão e auxilie a “alma errante”, mas jamais considere o fato como irrelevante.

Atenciosamente;

Jesias Meira Souto

Administrador NEOBR.

3 Comments »

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